3. O Processo Grupal
https://www.youtube.com/watch?v=2Ab1reTnf5c
Todos nós temos alguma experiência de participação grupal. Para uns
mais intensa que para outros, mas de qualquer forma muito importante
para a estruturação de nossas convicções e para o desenvolvimento de
nossas capacidades. Estas vivências grupais, no nosso cotidiano, nos
deixam marcas mais ou menos profundas dependendo da forma como se
dá a nossa inserção e as relações que aí se desenvolvem.
Prof.º. Sergio Antonio Carlos, 1998
Psicologia social contemporânea
4. A nossa inserção grupal pode se dar de várias formas: consciente ou
inconsciente - Por: adesão opcional pessoal ou rotineira;
vale inclusive pensar que muitas vezes somos carregados pelo grupo.
Exemplos:
Até aqui nos referimos aos grupos “espontâneos” ou “naturais”;
Portanto, rodeados de grupos participando ou negando participar deles
em todos os momentos de nossa vida.
Prof.º. Sergio Antonio Carlos, 1998
Psicologia social contemporânea
5. Historicamente, sabe-se que o vocabulário groppo ou “grupo” surgiu no ´século XVII. Referia-se ao
ato de retratar, artisticamente, um conjunto de pessoas. Barros (1994) afirma que foi somente no
século XVIII que o termo passou a significar “reunião de pessoas”, afirmando que o termo pode
estar ligado tanto a ideia de “laço, coesão” quanto a de “circulo”. Vale ainda esclarecer que tanto a
sociologia quanto a psicologia têm demonstrado interesse nos estudos de pequenos grupos
sociais, entendendo o “grupo” como intermediação entre “individuo” e a “massa”.
Na psicologia, o estudo sistemático dos pequenos grupos sociais, buscando compreender a
dinâmica dos mesmos, tem início na década de 1930 e 1940, como Moreno e Kurt Lewin.
Resumo
Prof.º. Sergio Antonio Carlos, 1998
Psicologia social contemporânea
12. A teoria de campo de Lewin explica o
comportamento de uma pessoa como
uma função da situação de forças em seu
espaço vital. O espaço vital é o campo
psicológico, o espaço de vida do
indivíduo, onde se originam os
comportamentos.
14. A teoria de campo de Kurt Lewin tem os seguintes
princípios:
O comportamento é uma função do campo;
O comportamento acontece ao decorrer de outros
eventos;
A análise começa como uma situação geral, a partir da
qual são diferenciadas as partes que a compõe;
Um indivíduo em uma situação real pode ser
representado de forma matemática;
18. Lewin (1973) afirma que ...
“a essência de um grupo não reside na similitude ou dissimilitude
de seus membros, senão em sua interdependência. Um grupo
pode ser caracterizado como um “todo dinâmico”: isto significa que
uma mudança no estado de uma das partes modifica o estado de
qualquer outra parte. O grau de interdependência das partes ou
membros do grupo vaia, em todos os casos, entre uma massa
sem coesão alguma e uma unidade composta”. Lewin centra a sua
definição na interpendência dos membros do grupo, onde que
transcende as pessoas que o compõem. Há uma visão de um
grupo “ideal”: aquele marcado por uma grande coesão.
19. Para Olmsted (1979) a definição de grupo é ...
“uma pluralidade de indivíduos que estão em contato uns com os
outros, que se consideram mutualmente e que estão conscientes
de que têm algo significativamente importante em comum”.
***
Esta definição traz consigo a ideia da consideração mútua, sem
a preocupação da homogeneidade. Aponta para diversidade dos
participantes e para o sentimento de compartilhar algo
significativamente para cada um deles.
20. De acordo com Lane (1986) os estudos dos pequenos grupos
dentro da perspectiva lewiniana trazem implícitos ... valores que
visam reproduzir os de individualismo, de harmonia e de
manutenção. Enfatiza ainda que a função do grupo é definir
papéis, o que leva a definição da identidade social dos indivíduos
e a garantir a sua produtividade social.
***
Existe um modelo ideal de grupo? Na tradição lewiniana temos um
ideal de grupo coeso, estruturado, acabado. Passa a ideia de
linear. Neste modelo não há lugar para o conflito. Estes conflitos
são v istos como algo ameaçador e que deve ser resolvido
tentando-se chegar a um consenso. A questão do grupo é vista
como um modelo de relações horizontais, equilibradas, equitativas,
ou seja, um lugar ode as pessoas se amam, se respeitam e
cooperam umas com as outras. Deve ser buscado “Modelo Ideal”.
Identidade social é o sentimento
de pertencer a um grupo social,
ou seja, a sensação de se
enquadrar em um determinado
segmento ou categoria
21. SOBRETUDO ...
O grupo pode ser visto como um lugar onde as pessoas mostram suas diferenças. Onde as
relações de poder estão presentes e perpassam as decisões cotidianas, onde o conflito é
inerente ao processo de relações que se estabelece. Onde há uma convivência do diferente, do
plural. Não como um movimento de defesa das minorias, mas um movimento de cada um e de
todos procurando discutir suas ideais com os outros. Nenhum confronto de ideias, buscando
conciliar apenas o conciliável, deixando claro as individualidades, o diferente, A importância de
afirmar que as pessoas são diferentes, pensam de maneira diferente porque possuem valores
diferentes, mas que podem produzir juntas o seu processo grupal. Este é um embate diário das
relações pessoais que trazem consigo toda história de uma vida. Relações onde estarão
presentes as múltiplas determinações de cada sujeito.
22. De acordo com Lane (1986) o grupo precisa ser visto como um
campo onde os trabalhadores sociais que se aventuram devem ter claro
que o homem sempre é um homem alienado e o grupo é a possibilidade de
libertação. Mas também pode ser uma maneira de fixá-lo na sua posição de
alienado. O grupo não é a garantia do engajamento. Neste caso, as relações
que aí se estabelecem podem ser meramente de reprodução das relações de
dominação e de alienação da sociedade capitalista que nos rodeia. Podem, em
contrapartida, ser um momento em que o grupo se pense, explicite as situações
que entravam em seu funcionamento; onde as pessoas pensam, elaboram,
enfim, trabalham as suas relações e conseguem estabelecer uma
experiência única, refletida e que faz seus participantes se
sentirem sujeitos.
24. A partir dos questionamentos da psiquiatria e dos grupos em hospitais
psiquiátricos, foi criada a técnica dos grupos operativos. Um dos conceitos
fundamentais é o de ECRO – Esquema Conceitual Referencial e
Operativo. Pichon afirma que cada um de nós possui um ECRO individual.
Ele é constituído pelos nossos valores, nossas crenças, nossos medos e
nossas fantasias. (...). O autor fala na construção de um ECRO grupal.
Este ECRO seria um esquema comum para as pessoas que participam de
um determinado grupo – sabendo o que pensam em conjunto – poderem
partir para agir também coletivamente a partir do aclaramento das
posições individuais e da construção coletiva que favorece a tarefa grupal.
29. Bibliografia
Professor Sergio Antonio Carlos, 1988 – Psicologia Social Contemporânea;
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=F9N16P2cU3M&t=7s – acesso 03/11/2024
Imagens Google;
30. Prof.ª Ms. Fábia A Silva
✓ Comportamento Grupal;
✓ Coesão e formação de normas sociais;
✓ Papel Social: Facilitação Social; Impacto
Social e Pensamentos Grupal;
✓ Princípios básico dos sistemas de
grupos: consolidação; agrupamento;
correlação e diversidade contínua;
✓ Identificação Grupal;