Luscher, L. S., Lewis, M., & Ingram, A. (2006). The social
construction of organizational change paradoxes. Journal of
Organizational Change Management, 19(4), 491–502.
Carlos Jonathan Santos
Professora Dra. Silvia M R Domenico
AUTORES
Lothe Luscher Marianne Lewis Amy Ingram
Lusher é dinamarquesa.
Psicóloga e Doutora em Gestão.
É consultora de negócios em
empresas públicas e privadas e,
também é professora na Aarhus
School of Business – Dinamarca.
Lewis é Decana na Cass
Business School (Inglaterra) e,
Professora de Gestão. Sua
pesquisas aplica uma lente
paradoxal provocativa sobre
mudança organizacional,
governança e inovação.
Ingram é doutora em gestão e,
professora assistente na
Faculdade de Ciências
Empresariais e Comportamentais
da Clemson University (EUA).
RESUMO DO ARTIGO
 Objetivo - explicar como o paradoxo se tornou um rótulo comum para a complexidade
organizacional, ambiguidade e equívoco acentuados pela mudança.
 Design / metodologia / abordagem - como um rótulo, o paradoxo é socialmente construído
(o produto dos discursos diários dos atores). Aplicando uma lente construtivista e insights de
teorias de sistemas, o artigo explora a natureza e a dinâmica do paradoxo relacionados com a
mudança nas organizações. O artigo propõe uma estrutura que detalha paradoxos
recorrentes, suas fontes comunicativas, e sua interação paradoxal. Este estudo de
pesquisa-ação da Lego Company fornece um exemplo integrador.
 Resultados - a maioria dos fenômenos organizacionais que se faz o objeto de estudo são
trazidos pro meio de nossas próprias interações sociais. Processos e produto são dois lados da
mesma moeda. A Exploração de paradoxos geralmente cria círculos de reflexão. A
compreensão do paradoxo não resolve problemas, mas abre novas possibilidades e fomentam
círculos de maior complexidade.
 Originalidade / valor - O artigo fornece uma crítica da "resolução", identificando respostas
ao paradoxo que pode energizar a mudança.
 Tipo de artigo: ensaio teórico
O QUE É UM PARADOXO?
 Definido amplamente, o paradoxo denota a presença simultânea de elementos
aparentemente mutuamente exclusivos - demandas, emoções, perspectivas, idéias
(Quinn e Cameron, 1988).
 Os paradoxos são quebra-cabeças que desafiam a lógica formal (Handy, 1994).
 São fontes de paralisia organizacional, provocado pelas lutas dos atores para dar sentido
às tensões subjacentes (Smith e Berg, 1987).
 Os autores deste artigo partilham a visão dos teóricos que descrevem o paradoxo como
socialmente construído.
 Os autores propõem que o paradoxo se construa quando elementos de nossos
pensamentos, ações e emoções que pareciam lógicos quando considerados isoladamente,
estão justapostos, aparecendo mutuamente exclusivos.
 A partir de estudos existentes, propomos três categorias de paradoxo que podem
estender entendimentos de como a mudança organizacional complica demandas de
trabalho, relações e sistemas.
 Paradoxos de (1) desempenho, (2) pertencimento e (3) organização
PARADOXOS DA MUDANÇA ORGANIZACIONAL
PARADOXO DE DESEMPENHO PADRÃO COMUNICATIVO
Paradoxo: como os papéis flutuam (oscilam)
com a estrutura e as expectativas em mudança,
as demandas contraditórias perturbam a auto
concepção.
Apker (2003): controlar os custos e melhorar a
qualidade e a acessibilidade.
Beech e Huxham (2003): prescrições de gestão
contrárias (por exemplo, aumento da
responsabilidade e autonomia dos funcionários).
Lego: os conflitos entre os gestores sobre as
suas responsabilidades na gestão de equipes de
trabalho autogeridas (por exemplo, direção ou
autonomia).
Mensagens misturadas: as expectativas
comunicadas são experimentadas como
demandas conflitantes, ambíguas e equívocas.
Apker (2003): crescente frustração com a
desconfiança da administração.
Beech e Huxham (2003): dúvida (incapacidade
de escolher) ou niilismo (futilidade de escolha).
Lego: os gerentes desconhecem suas próprias
mensagens misturadas (por exemplo, pedem
conflito e harmonia para examinar os desafios do
grupo).
PARADOXOS DA MUDANÇA ORGANIZACIONAL
PARADOXO DE PERTENCIMENTO PADRÃO COMUNICATIVO
Paradoxo: as constelações sociais mutantes
promovem tensões entre si e entre outras, à
medida que os atores buscam identificar-se em
relação à organização e aos seus variados e
flutuantes (oscilantes) grupos.
Apker (2003): colaboração como capacitação e
subjugação.
Ybema (1996): limites de grupo permitem
unidade e divisão.
Westenholz (1993): marcos de referência
contrários.
Lego: tensões gerenciais entre estar envolvido e
destacado de suas equipes subordinadas.
Ligação dupla: o desejo de manter
relacionamentos inibe a confrontação, pois as
interações que podem permitir relações eficazes
e empoderamento também podem romper as
relações.
Apker (2003): colaboração como controle.
Ybema (1996): discursos antagônicos acentuam
distinções.
Westenholz (1993): defendendo o quadro
aumentando as defesas dos outros.
Lego: gestores presos entre a construção da
confiança da equipe por meio de divulgação
pessoal e que necessitam de confiança para a
divulgação.
PARADOXOS DA MUDANÇA ORGANIZACIONAL
PARADOXO DE ORGANIZAÇÃO PADRÃO COMUNICATIVO
Paradoxo: O processo de organização e seus
variados participantes estabelecem distinções
que criam e acentuam as tensões.
Ybema (1996): a mudança acentua o consenso
organizacional e o dissenso da subcultura.
O'Connor (1995): esforços para aumentar a
participação destacam práticas conflituosas de
empoderamento e controle.
Lego: tensões entre a ordem (por exemplo,
metas claras e comuns da equipe) e flexibilidade
(por exemplo, objetivos diversos dos gerentes).
As contradições sistêmicas: As mensagens
misturadas e os ciclos recursivos tornam-se
incorporados, existentes independentemente dos
atores envolvidos.
Ybema (1996): agrupamentos de unidades e
socialização reforçam distinções de grupo,
enquanto a missão da organização e os objetivos
procuram a coordenação.
O'Connor (1995): rotulagem "insiders" e
"outsiders"
Lego: novas metas de capacitação e equipes
autogeridas entraram em conflito com a ênfase
existente e enraizada na produtividade.
The social construction of organizational change paradoxes. journal of organizational change management
CONCLUSÕES
 Paradoxos de desempenho estão relacionados com a auto compreensão dos atores e podem
precisar de uma reformulação como conflito cognitivo (por exemplo, sobre papéis,
expectativas e demandas) pode exigir respostas cognitivas.
 Da mesma forma, as tensões emocionais que permeiam os paradoxos de pertencimento
podem se beneficiar do confronto como uma abordagem emocional para o trabalho.
 A compreensão do paradoxo como uma característica natural dos sistemas intrincados e
dinâmicos sugere que os paradoxos da organização podem se beneficiar da aceitação.
 Explorar paradoxos geralmente cria círculos de reflexão. A compreensão do paradoxo não
resolve problemas, mas abre novas possibilidades e fomentam círculos de maior
complexidade. Uma estrutura de paradoxo implica ficar com essa complexidade para explorar
sua dinâmica e possíveis implicações.
 A solução de trabalhar por meio do paradoxo é, ela própria, paradoxal.
 O paradoxo é uma construção mental e, portanto, pode ser mentalmente dissolvido. E
paradoxo é inerente a toda a vida social e, portanto, não pode ser dissolvido - apenas vivido!
CONCLUSÕES
Aja sempre como se o futuro do universo dependesse do
que você faz, enquanto ri de si mesmo por pensar que
tudo o que faz, faz alguma diferença... É esta séria
combinação de preocupação e humildade, que torna
possível estar envolvido e despreocupado ao mesmo
tempo (Czikszentmihalyi, 1997, p.133).

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The social construction of organizational change paradoxes. journal of organizational change management

  • 1. Luscher, L. S., Lewis, M., & Ingram, A. (2006). The social construction of organizational change paradoxes. Journal of Organizational Change Management, 19(4), 491–502. Carlos Jonathan Santos Professora Dra. Silvia M R Domenico
  • 2. AUTORES Lothe Luscher Marianne Lewis Amy Ingram Lusher é dinamarquesa. Psicóloga e Doutora em Gestão. É consultora de negócios em empresas públicas e privadas e, também é professora na Aarhus School of Business – Dinamarca. Lewis é Decana na Cass Business School (Inglaterra) e, Professora de Gestão. Sua pesquisas aplica uma lente paradoxal provocativa sobre mudança organizacional, governança e inovação. Ingram é doutora em gestão e, professora assistente na Faculdade de Ciências Empresariais e Comportamentais da Clemson University (EUA).
  • 3. RESUMO DO ARTIGO  Objetivo - explicar como o paradoxo se tornou um rótulo comum para a complexidade organizacional, ambiguidade e equívoco acentuados pela mudança.  Design / metodologia / abordagem - como um rótulo, o paradoxo é socialmente construído (o produto dos discursos diários dos atores). Aplicando uma lente construtivista e insights de teorias de sistemas, o artigo explora a natureza e a dinâmica do paradoxo relacionados com a mudança nas organizações. O artigo propõe uma estrutura que detalha paradoxos recorrentes, suas fontes comunicativas, e sua interação paradoxal. Este estudo de pesquisa-ação da Lego Company fornece um exemplo integrador.  Resultados - a maioria dos fenômenos organizacionais que se faz o objeto de estudo são trazidos pro meio de nossas próprias interações sociais. Processos e produto são dois lados da mesma moeda. A Exploração de paradoxos geralmente cria círculos de reflexão. A compreensão do paradoxo não resolve problemas, mas abre novas possibilidades e fomentam círculos de maior complexidade.  Originalidade / valor - O artigo fornece uma crítica da "resolução", identificando respostas ao paradoxo que pode energizar a mudança.  Tipo de artigo: ensaio teórico
  • 4. O QUE É UM PARADOXO?  Definido amplamente, o paradoxo denota a presença simultânea de elementos aparentemente mutuamente exclusivos - demandas, emoções, perspectivas, idéias (Quinn e Cameron, 1988).  Os paradoxos são quebra-cabeças que desafiam a lógica formal (Handy, 1994).  São fontes de paralisia organizacional, provocado pelas lutas dos atores para dar sentido às tensões subjacentes (Smith e Berg, 1987).  Os autores deste artigo partilham a visão dos teóricos que descrevem o paradoxo como socialmente construído.  Os autores propõem que o paradoxo se construa quando elementos de nossos pensamentos, ações e emoções que pareciam lógicos quando considerados isoladamente, estão justapostos, aparecendo mutuamente exclusivos.  A partir de estudos existentes, propomos três categorias de paradoxo que podem estender entendimentos de como a mudança organizacional complica demandas de trabalho, relações e sistemas.  Paradoxos de (1) desempenho, (2) pertencimento e (3) organização
  • 5. PARADOXOS DA MUDANÇA ORGANIZACIONAL PARADOXO DE DESEMPENHO PADRÃO COMUNICATIVO Paradoxo: como os papéis flutuam (oscilam) com a estrutura e as expectativas em mudança, as demandas contraditórias perturbam a auto concepção. Apker (2003): controlar os custos e melhorar a qualidade e a acessibilidade. Beech e Huxham (2003): prescrições de gestão contrárias (por exemplo, aumento da responsabilidade e autonomia dos funcionários). Lego: os conflitos entre os gestores sobre as suas responsabilidades na gestão de equipes de trabalho autogeridas (por exemplo, direção ou autonomia). Mensagens misturadas: as expectativas comunicadas são experimentadas como demandas conflitantes, ambíguas e equívocas. Apker (2003): crescente frustração com a desconfiança da administração. Beech e Huxham (2003): dúvida (incapacidade de escolher) ou niilismo (futilidade de escolha). Lego: os gerentes desconhecem suas próprias mensagens misturadas (por exemplo, pedem conflito e harmonia para examinar os desafios do grupo).
  • 6. PARADOXOS DA MUDANÇA ORGANIZACIONAL PARADOXO DE PERTENCIMENTO PADRÃO COMUNICATIVO Paradoxo: as constelações sociais mutantes promovem tensões entre si e entre outras, à medida que os atores buscam identificar-se em relação à organização e aos seus variados e flutuantes (oscilantes) grupos. Apker (2003): colaboração como capacitação e subjugação. Ybema (1996): limites de grupo permitem unidade e divisão. Westenholz (1993): marcos de referência contrários. Lego: tensões gerenciais entre estar envolvido e destacado de suas equipes subordinadas. Ligação dupla: o desejo de manter relacionamentos inibe a confrontação, pois as interações que podem permitir relações eficazes e empoderamento também podem romper as relações. Apker (2003): colaboração como controle. Ybema (1996): discursos antagônicos acentuam distinções. Westenholz (1993): defendendo o quadro aumentando as defesas dos outros. Lego: gestores presos entre a construção da confiança da equipe por meio de divulgação pessoal e que necessitam de confiança para a divulgação.
  • 7. PARADOXOS DA MUDANÇA ORGANIZACIONAL PARADOXO DE ORGANIZAÇÃO PADRÃO COMUNICATIVO Paradoxo: O processo de organização e seus variados participantes estabelecem distinções que criam e acentuam as tensões. Ybema (1996): a mudança acentua o consenso organizacional e o dissenso da subcultura. O'Connor (1995): esforços para aumentar a participação destacam práticas conflituosas de empoderamento e controle. Lego: tensões entre a ordem (por exemplo, metas claras e comuns da equipe) e flexibilidade (por exemplo, objetivos diversos dos gerentes). As contradições sistêmicas: As mensagens misturadas e os ciclos recursivos tornam-se incorporados, existentes independentemente dos atores envolvidos. Ybema (1996): agrupamentos de unidades e socialização reforçam distinções de grupo, enquanto a missão da organização e os objetivos procuram a coordenação. O'Connor (1995): rotulagem "insiders" e "outsiders" Lego: novas metas de capacitação e equipes autogeridas entraram em conflito com a ênfase existente e enraizada na produtividade.
  • 9. CONCLUSÕES  Paradoxos de desempenho estão relacionados com a auto compreensão dos atores e podem precisar de uma reformulação como conflito cognitivo (por exemplo, sobre papéis, expectativas e demandas) pode exigir respostas cognitivas.  Da mesma forma, as tensões emocionais que permeiam os paradoxos de pertencimento podem se beneficiar do confronto como uma abordagem emocional para o trabalho.  A compreensão do paradoxo como uma característica natural dos sistemas intrincados e dinâmicos sugere que os paradoxos da organização podem se beneficiar da aceitação.  Explorar paradoxos geralmente cria círculos de reflexão. A compreensão do paradoxo não resolve problemas, mas abre novas possibilidades e fomentam círculos de maior complexidade. Uma estrutura de paradoxo implica ficar com essa complexidade para explorar sua dinâmica e possíveis implicações.  A solução de trabalhar por meio do paradoxo é, ela própria, paradoxal.  O paradoxo é uma construção mental e, portanto, pode ser mentalmente dissolvido. E paradoxo é inerente a toda a vida social e, portanto, não pode ser dissolvido - apenas vivido!
  • 10. CONCLUSÕES Aja sempre como se o futuro do universo dependesse do que você faz, enquanto ri de si mesmo por pensar que tudo o que faz, faz alguma diferença... É esta séria combinação de preocupação e humildade, que torna possível estar envolvido e despreocupado ao mesmo tempo (Czikszentmihalyi, 1997, p.133).